quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

O segredo da mente milionária - a importância de ser um doador


"Ganhar, poupar e doar - um dos segredos da mente milionária"




Há uma infinidade de informações na internet sobre como ganhar dinheiro. E isso é bom.

Há alguma informação sobre a importância de poupar e investir bem o dinheiro. Isso pode melhorar.

Há pouquíssimos relatos sobre os benefícios da doação, não para aquele que recebe - beneficiário -, mas para o doador. E isso é ruim.

Para ilustrar meu ponto de vista ninguém melhor do que T. Harv Eker e o seu famoso "O Segredo da Mente Milionária":

"Princípio da Riqueza - Ou você controla o seu dinheiro ou ele o controlará (...). O dinheiro é uma parte fundamental da existência humana. Quando você aprender a colocar as suas finanças sob controle, todos os setores da sua vida andarão bem. 

"(...) Ações da liberdade financeira - Abra a conta da liberdade financeira. Deposite nela 10% de todos os seus rendimentos. Esse dinheiro jamais deve ser gasto, apenas investido para produzir rendimentos passivos para a sua aposentadoria. (...) Abra a conta diversão ou tenha em casa o Pote da Diversão, no qual você depositará 10% de todos os seus rendimentos. Além da Conta Diversão e da Conta da Liberdade Financeira, abra quatro outras contas e deposite nelas as seguintes porcentagens dos seus rendimentos: 10% na Conta Poupança para despesas de longo prazo; 10% na Conta da Instrução Financeira; 50% na Conta das Necessidades Básicas; 10% na Conta das Doações (...) "

Você conhece muitas pessoas que doam parte daquilo que recebem ? 

Você conhece muitas pessoas que desejam ser ricas, mas nunca doaram nada a ninguém ? 

Você é do tipo doador ou do tipo "farinha pouca, meu pirão primeiro" ?

O ato de doar é um remédio para a alma; uma cura para a angústia; uma razão para sorrir.

E não falo apenas de doar dinheiro. Doe seu tempo e sua atenção para aqueles que não possuem valor para a sociedade. Visite um asilo, um orfanato. Participe de uma ação social. Talvez o vazio e a depressão que sente no dia-a-dia se dissipem quando estiver disposto a curar a dor do outro.

Ganhar dinheiro é muito importante; poupar ainda mais, mas nada se compara ao prazer de doar ao necessitado. 

Compartilho um vídeo do Canal Spotniks sobre "Os mitos que a esquerda precisa parar de acreditar sobre os Estados Unidos". Nele é abordado o quanto a sociedade americana é rica e, ao mesmo tempo, doadora : https://www.youtube.com/watch?v=VeRFaJrsQtk

Aconselho também o outro vídeo da série - "Os mitos que a direita precisa parar de acreditar sobre os Estados Unidos": https://www.youtube.com/watch?v=9QjKIAGy4Os

Em um mundo de tantos egoístas - que só pensam em si mesmos - ser doador é um ato revolucionário.

Um abraço e até a próxima,






terça-feira, 3 de dezembro de 2019

O milionário mora ao lado - a escolha da vizinhança


"A grama do vizinho sempre é mais verde"


O estilo de vida é afetado por diversos fatores. Um dos principais é o local da residência e o padrão de consumo dos vizinhos. 

A conclusão não é apenas minha. É também dos autores do livro "O Milionário Mora ao Lado":

"É mais fácil acumular riqueza se você não mora num bairro da alto status (...). Talvez você não seja tão rico quanto deveria ser porque trocou grande parte da sua renda atual e futura apenas pelo privilégio de morar num bairro de alto status (...). 

A cada ano você é forçado a maximizar a sua renda realizada só para conseguir pagar as contas. Você não pode se dar ao luxo de investir nenhum dinheiro. Na verdade, você está num beco sem saída. Suas altas despesas domésticas exigem o emprego total da sua renda. Você nunca vai se tornar independente financeiramente sem comprar investimentos que se valorizem sem realizar renda. Então, o que vai acontecer? Você vai escolher uma vida de altos impostos e alto status, ou vai mudar de endereço? (...)

Morar num bairro menos caro lhe permite gastar menos e investir mais da sua renda. Você pagará menos pela sua casa e, correspondentemente, menos pelos seus impostos sobre a propriedade. Seus vizinhos provavelmente não vão ter veículos caros. Você vai achar mais fácil manter um nível de vida equivalente ao dos outros, ou mesmo superior, e ainda assim acumular riqueza. A opção é sua." (p. 82-83).

Eu e minha família tivemos a oportunidade de adquirir um lote em um ótimo condomínio fechado - de alto padrão. Vários fatores pesaram na recusa à oferta: não sabemos por quanto tempo permaneceremos na cidade; não temos família na região; o condomínio é um pouco distante do trabalho e da futura escola das crianças; gostamos do apartamento alugado em que residimos; o aluguel nos dá liberdade de mudança rápida, caso haja necessidade.

Mas o principal fator foi perceber que uma vizinhança de alto padrão exige gastos de alto padrão. Tudo é mais caro: do pão na padaria até os gastos para a construção da casa.

E nem coloquei na conta a comparação com os vizinhos; a comparação dos filhos com os filhos dos vizinhos, e tudo o mais.

Não estou vendendo uma mentalidade de escassez ou de miséria - não é isso -, mas é bastante fácil constatar que muitos "ricos" no Brasil vivem mais de ostentação e aparência, muito por conta da necessidade de acompanhar o padrão de vida dos vizinhos, familiares e amigos. 

Dando sequência à primeira postagem, segundo os autores da obra, se quiser ficar rico: 1) seja frugal; 2) escolha bem o seu cônjuge; 3) escolha bem sua vizinhança.

Um abraço e até a próxima.

Você não é tão esperto quanto pensa – 48 maneiras de se autoiludir









Um livro que quebra diversos paradigmas e demonstra o quanto somos e podemos ser enganados por nós mesmos.

Em uma época de bombardeio de informações – via redes sociais, canais de notícias e televisão – somos constantemente influenciados por narrativas – muitas vezes falsas – que moldam nossa visão de mundo.

Nesse ponto o livro é bem direto: em alguma medida, ainda que apenas em alguns assuntos, somos todos iludidos. Uns mais, outros menos. A diferença é que alguns têm a consciência de que podem ser iludidos, ao passo que outros têm a convicção de que são portadores da verdade absoluta: criaturinhas sábias e perfeitas.

Eis alguns trechos da introdução do livro:
Você pensa que sabe como o mundo funciona, mas na verdade não sabe. Você passa pela vida formando opiniões e juntando remendos de uma história sobre quem você é e por que fez as coisas que fez até ler essa sentença, e, levando em consideração o todo, parece muito real.
A verdade é que há um crescente corpo de trabalhos no campo da psicologia e da ciência cognitiva que afirma que você não tem nenhuma noção de por que age da forma que age, escolhe as coisas que escolhe ou pensa os pensamentos que pensa”
(...) “Do maior cientista ao mais humilde artesão, todo cérebro dentro de todo corpo está infestado de noções preconcebidas e padrões de pensamento que o desnorteiam sem que o cérebro perceba. Então você está em boa companhia. Não importa quem são seus ídolos e mentores, eles também são propensos a falsas especulações”.
As tendências cognitivas são padrões previsíveis de pensamento e comportamento que o levam a tirar conclusões incorretas. Você e todos os outros vieram ao mundo pré-carregados com essas formas desagradáveis e completamente errôneas de ver as coisas, e raramente as percebe. Muitas delas servem para mantê-lo confiante nas suas próprias percepções ou para inibi-lo de ver a si mesmo como um bufão. A manutenção de uma autoimagem positiva parece ser tão importante para a mente humana, que você desenvolveu mecanismos mentais projetados para se sentir ótimo com relação a si mesmo. Tendências cognitivas levam a escolhas pobres, maus julgamentos e percepções excêntricas que estão quase sempre totalmente incorretas. Por exemplo, você tende a procurar por informações que confirmem as suas crenças e ignora informações que as desafiem. Isso se chama viés da confirmação. Os conteúdos da sua estante e o seu histórico de navegação na web são um resultado direto disso”.
O autor aborda o conhecido viés de confirmação e o quanto ele pode nos prejudicar  (tópico 3 do livro).
O EQUÍVOCO: suas opiniões são o resultado de anos de análise racional e objetiva.
A VERDADE: suas opiniões são o resultado de anos em que você prestou atenção a informações que confirmavam o que você acreditava, enquanto ignorava aquelas que desafiavam suas noções preconcebidas

Somos todos enganados pelo viés de confirmação - tal como o vilão Thanos - ele é inevitável. A nossa luta diária, no meu entendimento, é ter consciência das nossas convicções – creio que nenhum ser humano saudável consiga viver sem algumas -, mas manter-se aberto para entender o ponto de vista do outro e ouvi-lo de verdade.

“Só os loucos não mudam de opinião”, diz o ditado.

Eu e você somos cheios de convicções. Tenho certeza sobre várias coisas que, daqui alguns dias, anos ou séculos poderão se mostrar equivocadas, mas é possível viver sem convicção? Será o viés de confirmação um mal necessário?

Imagine que todos os dias você questionasse suas próprias convicções. Tivesse dúvidas quanto à sua crença: um cristão que vive a procurar por contradições na Bíblia ou no credo dos apóstolos; um muçulmano que duvida ocasionalmente das palavras de Maomé; um ateu que tem medo de escuro ou vive a falar mal de Deus - como é possível falar mal ou ter raiva de algo que não existe ? -. Sua vida seria dedicada a duvidar e, muito provavelmente, não conseguiria ser produtivo, tampouco construir qualquer coisa digna nessa existência, seja um trabalho, empresa ou família.

Creio que o viés de confirmação, apesar de nos levar a cometer muitos equívocos, é necessário para manter a estabilidade psíquica e emocional do ser, sob pena de se ver colapsado pelas próprias dúvidas.

Buscamos evidências que confirmem nossas crenças e, não raro, fechamos os olhos para aquilo que as desafia.

Essa noção é muito bem esclarecida por Nassim Taleb em seu célebre “A lógica do Cisne Negro”.

As melhores convicções são aquelas que, testadas a ferro e fogo, não capitulam diante das dificuldades e do contraditório.

Questione-se, com moderação.

Um abraço e até a próxima.




segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Faça fortuna com ações antes que seja tarde - Décio Bazin e a sabedoria dos antigos



O livro, embora antigo, tem insights impressionantes sobre o comportamento do investidor e da bolsa de valores no Brasil. Um material escrito por um brasileiro há muito tempo atrás. Tempo em que o mundo - literalmente - era outro. E nisso reside seu maior valor.

Temos uma literatura abundante sobre mercado de capitais no exterior, mas a literatura brasileira é de uma pobreza franciscana. A maioria dos bons livros é recente.

Disso decorre a importância da obra de Décio Bazin. Embora trate de uma outra realidade, em que as negociações não eram eletrônicas, a sabedoria nele contida perpassa gerações e será relevante para todo investidor amador que deseja construir um bom patrimônio.

Eu gosto de conversar com idosos. Até quando falam bobagens ensinam. Ler o livro do Décio é como conversar com um senhor de idade - experiente -, que já viu muita coisa na vida e está disposto a ensinar os mais jovens. Quem não gosta de conversar com idosos não gostará de ler a obra de Décio Bazin.

1) Sobre a necessidade de tomar suas próprias decisões:


“Em matéria de dinheiro, na Bolsa como na vida, você está sempre só. Prepare-se para tomar atitudes sozinho e também para nunca repartir responsabilidades nem vantagem.
Quando eu era adolescente, tive um vizinho que muitas vezes me aconselhou a jamais confiar a terceiros a administração de bens patrimoniais. Certa vez ele incumbiu seu filho mais velho de administrar-lhe a fazenda de café, com poderes para comercializar as safras como bem entendesse. Pouco mais tarde percebeu que o filho lesava na prestação de contas.
Essa história encerra uma lição. Se não pode confiar nem no próprio filho, em quem confiar? A resposta é: em ninguém. O ser humano é fundamentalmente desonesto em assuntos de dinheiro. Os poucos que se imaginam honestos precisariam ser experimentados, mas experimentações costumam sair caro nesse campo. Dinheiro é preciso ganhar sozinho. E empregar sozinho” (Kindle, posição 1597)

Eu até arrepio quando leio essa passagem. É o obvio que precisa ser dito e repisado. Todo mundo conhece a história de alguém que confiou em um amigo, familiar, piramideiro profissional ou estelionatário e se lascou. 

Prepare-se para tomar suas próprias decisões e assumir as consequências. A solidão não é opcional. É a única certeza na jornada dos investimentos.


2) Sobre os analistas e especialistas de mercado:


“Desconfiamos quando os técnicos e teóricos “explicam” a Bolsa e fazem previsões de movimentos futuros. Eles protagonizam uma farsa que se destina a satisfazer vaidades ou simplesmente garantir empregos.
Há muito tempo os investidores da velha cepa aceitaram a verdade cristalina de que, para ganhar dinheiro na Bolsa, ninguém precisa conhecer mais do que as quatro operações aritméticas, como já dizia o escritor Gerard Harntzschel.
Por essas razões, se o leitor estiver começando agora a interessar-se pelo mercado acionário, sugiro-lhe que nunca preste atenção ao que dizem os especialistas e os técnicos; que não leia sequer o comentário diário que alguns jornais publicam sobre o Mercado; e que grave na memória que os que têm grande patrimônio em ações só leem o noticiário da Bolsa quando querem dar risadas”


Sensacional! Todos os investidores novatos deparam com notícias, dicas, comentários, enfim, há uma miríade de analistas e especialistas no assunto que só sabem viver de "vender cursos para ficar rico". Uns chutam que tudo vai desabar. Outros que tudo vai subir. Chutam toda semana. Uma hora acertam. É como diz a lenda: “os economistas acertaram 5 das últimas 9 recessões que previram”.

Quem prevê o tempo inteiro uma hora acerta. Mantenha a máxima distância possível de sites que recomendam carteiras semanais, mensais, diárias e sei lá o que. Só tem como propósito estimular o giro de patrimônio e ganhar corretagem de investidor trouxa.

3) Sobre o papel da CVM, bolsa e a mentalidade dos empresários brasileiros

“Nunca se viu a CVM empreender qualquer campanha eficiente de convencimento das empresas a democratizarem o capital. A abertura de mais empresas para a Bolsa em quantidade crescente é vital para a expansão e até mesmo para a sobrevivência do mercado acionário; teoricamente, atende aos interesses das próprias companhias.

Para que mais empresas se interessassem, seria necessário, numa campanha de longo prazo – não de afogadilho e só nas épocas de booms-, mudar a mentalidade de muitos dos nossos empresários, viciados de longa data em ganhar dinheiro graças à obtenção de favores governamentais, e conhecidos pela aversão que têm em dividir o lucro com outros sócios.
Convencê-los a abrir mão dos seus lucros não seria, porém, tarefa difícil, embora fosse demorada. Demandaria tempo inculcar neles o princípio de que o lucro tem uma finalidade social e não pertence a poucos, já que não estamos mais na Idade Média” (Kindle, posição 3941).

A crítica é direcionada, no início, à CVM, autarquia responsável pela fiscalização e controle do mercado de capitais. De fato, nunca vi nenhuma campanha publicitária, ainda que de pequeno porte, da CVM. Também nunca vi nada parecido por parte da B3. O problema deve estar comigo que quase não vejo televisão - rede aberta.

A B3 parece estar deitada eternamente em berço esplêndido, descansando no seu monopólio. Enquanto isso, empresas brasileiras começam a iniciar o movimento para abertura de capital no exterior. E o que a B3 fez para mudar esse quadro? Aparentemente, nada. Muitos brasileiros começam a constituir carteiras de investimento no exterior. O que a B3 e as corretoras fazem a respeito? Aparentemente, nada. Precisamos estimular a abertura de capital no Brasil. Talvez o único caminho seja acabando com esse monopólio da B3. 

Outra crítica sensacional é direcionada aos empresários brasileiros que têm extrema dificuldade em dividir o lucro com outros acionistas. Vou além: até hoje não consigo compreender o porquê de muitas sociedades empresárias “abrirem capital” oferecendo apenas ações preferenciais ou units, de modo a alijar o pequeno investidor dos mesmos tipos de ações de que os donos são portadores.

Uma crítica certeira é à dependência que grandes empresas no Brasil têm de favores governamentais. É antiga a relação de compadrio tupiniquim. A bolsa - empresário veio muito antes do bolsa - família. Algumas sociedades empresárias são quase capitanias hereditárias dos tempos modernos. Só funcionam por conta do auxílio do Estado. Só não vê quem não quer. .

4) Uma estratégia e a necessidade de não se importar muito com o mercado

“Comprar, comprar e comprar ações de empresas sólidas até alcançar o objetivo final, e ficar longe do agitado mundo da Bolsa e das suas más influências, eis o segredo.
É conselho prático, decepcionante pela sua simplicidade e que por isso mesmo as pessoas de mente complicada relutam em aceitar.
(...) A única realidade concreta do Mercado são as ações de empresas sólidas que o Investidor genuíno mantém em sua carteira para delas usufruir benefícios no futuro.
Muitos especuladores demoram anos para compreender essa verdade tão simples. Felizes daqueles que a compreendem a tempo de ter força e disposição para começar no caminho certo”

Comprar, comprar e comprar, todos os meses, independente se subiu ou desceu. Daqui eu tirei a certeza de que deveria manter minha “estratégia”. Trouxe-me paz e tranquilidade. Desde então descansei e desisti de tentar prever o futuro. 

Há várias estratégias de investimentos. Para tornar mais simples vou exemplificar duas. A primeira é a de "comprar e vender" quando há lucro; a segunda é "comprar, comprar e comprar" e manter o máximo de tempo o ativo na carteira. É possível, também, mesclar as duas.

Quem é bom em acertar o "tempo do mercado" - market timing - consegue bons lucros. Não é para mim - por falta de tempo e de capacidade. Desejo o máximo de tempo disponível e de paz na vida. Investir todos os meses em alguns ativos pré-selecionados é mais fácil e proporciona mais tranquilidade. Além disso, o aporte mensal cria um ótimo hábito de poupança. Só preciso escolher um dos ativos pré-selecionados - mais descontado ou desvalorizado -, respeitando o limite máximo de 2% do patrimônio total por ativo. 

Inicialmente, minha meta principal era de conquistar uma renda passiva mensal. Daí a alocação em FIIs. Depois investi em algumas ações. Pretendo manter, por mais um tempo, o investimento em FIIs e ações, até atingir um certo patamar. 

Um ETF de FIIs pagador de proventos é um sonho. Um ETF de ações que pagasse dividendos também não seria nada mal. Mas não temos esses ETFs no mercado de renda variável brasileiro - e viva a B3, gestoras e corretoras por não estimularem esse tipo de produto. Só gostam mesmo é de COE e day-trade.

É bastante provável que, no início de 2020, escolha alguns ETFs cumulativos - é o que temos para hoje - e comece a fazer a estratégia do "custo médio" - dollar cost averaging -, paralelo ao investimento em FIIs e ações. E, atingido determinado valor em patrimônio, inicie os investimentos no exterior.

Assim, terei uma carteira com ETFs brasileiros, ações, FIIs, ETFs e ações estrangeiras.

Esse é o plano de longo prazo, ao menor por ora.

E qual o seu plano?

Segue entrevista com a filha do Décio Bazin, disponível no youtube.

Um abraço e até a próxima,





quinta-feira, 28 de novembro de 2019

O milionário mora ao lado - frugalidade e a escolha do cônjuge

"Defesas ganham campeonatos"



O livro "Milionário Mora ao Lado" é um estudo conduzido por Thomas J. Stanley e William D. Danko sobre os hábitos dos milionários americanos. É uma obra de 1996, com a 1ª edição brasileira em 1999.

É mais um livro de sociologia da riqueza. Não se parece com o best-seller típico de finanças pessoais. É prático e objetivo. Trata de pessoas reais em situações do dia-a-dia. Não diz que basta você  desejar a riqueza que ela vem até você. 

A ideia central é a seguinte: o típico milionário americano desenvolveu o hábito de viver abaixo de suas possibilidades. Em outras palavras: é extremamente frugal. Não liga muito para ostentação nem para aparências.

"O dicionário Webster define frugal como "um comportamento caracterizado por ou refletindo economia no uso dos recursos". O oposto de frugal é perdulário. Definimos perdulário como um estilo de vida marcado por gastos abundantes e excesso de consumo.

Ser frugal é a pedra fundamental da construção da riqueza. Contudo, com demasiada frequência os perdulários recebem promoção e sensacionalismo por parte da imprensa popular" (p. 33).


"JOGANDO BEM NA DEFESA

Os afluentes costumam responder "sim" a três perguntas que incluímos nas nossas pesquisas: 1) Seus pais eram muito frugais? 2) Você é frugal? 3) Sua esposa é mais frugal do que você?

Esta última pergunta é da máxima importância. Não só os acumuladores de riqueza mais prodigiosos são frugais, como também suas esposas tendem a ser ainda mais frugais. Considere o lar afluente típico. Perto de 95% dos lares milionários são compostos de casais casados. Em 70% desses lares, o homem contribui com pelo menos 80% da renda. Boa ofensiva em termos econômicos significa que uma família gera uma renda maior do que a média (...). A maior parte desses lares também joga muito bem na defesa, isto é, são frugais quando se trata de gastar em bens e serviços de consumo. Entretanto, a existência de um gerador de alta renda num casal não significa automaticamente que haja um alto patrimônio líquido. Outra coisa deve estar presente. Um milionário do tipo self-made resumiu isso da melhor maneira quando nos disse: NÃO CONSIGO FAZER MINHA MULHER GASTAR DINHEIRO NENHUM!

Ninguém pode se tornar rico em uma geração se for casado com uma pessoa perdulária. Um casal não pode acumular riqueza se um dos seus membros é hiperconsumidor. Isso é especialmente verdade quando um deles, ou ambos, estão tentando construir uma empresa de sucesso. Poucas pessoas conseguem manter hábitos de consumo extravagantes e ao mesmo tempo construir riqueza" (p. 42/43)

Esse trecho até parece uma parte do livro "Casais Inteligentes Enriquecem Juntos".

Se quiser ficar rico, cuidado ao escolher o cônjuge: é o conselho do autor.

O livro é de meados da década de 90, de modo que muitos dos dados estão defasados. Recentemente, um outro autor americano publicou um livro parecido. Não há tradução para o português. A obra se chama "Everyday Millionaire - How Ordinary People Built Extraordinary Wealth - and How You Can Too  ", de Chris Hogan. O hábito da frugalidade é uma marca também encontrada por Chris Hogan na maioria dos milionários entrevistados.

É impossível comparar a realidade americana com a brasileira, mas creio que o hábito da frugalidade deve ser aplicado por todo investidor amador que queira construir riqueza, sem ajuda de heranças.

Nunca se esqueça de que defesa - frugalidade - ganha campeonatos.

Segue o audiobook do livro, disponível no youtube:

Um abraço e até a próxima.





quarta-feira, 27 de novembro de 2019

O homem mais rico da Babilônia - a primeira lei de ouro


Se completou a educação regular - sem repetir nenhuma série - passou uns 12 anos entre ensino fundamental e médio. 

Provavelmente, "aprendeu" sobre plantas pteridófitas, ligações iônicas, camadas da atmosfera, revolução francesa (umas 3 vezes), composição do núcleo da terra e outras coisinhas. Já se esqueceu da maioria dos assuntos, salvo se precisar disso para o trabalho.

Em algum momento você teve uma aula decente de educação financeira? 

Por que tantos reclamam que nunca foram educados financeiramente em casa? A razão é simples: os pais, avós e bizavós, em sua maioria, também nunca foram educados para lidar com o dinheiro.

Quando era adolescente tive a oportunidade de ler "O homem mais rico da Babilônia". Nem me lembro de como esse livro chegou até a mim, mas me recordo da sensação que ele produziu: "EU QUERO E POSSO SER RICO. PODE ATÉ NÃO SER UMA REALIZAÇÃO PARA TODOS, MAS É PARA MIM".

Foi a primeira vez que eu - um jovem da periferia de uma grande cidade - pensei dessa forma. E ser rico para mim era bem simples - rodeado de tanta privação: não queria depender de ninguém; queria ter condições de manter uma vida sem receber dezenas de ligações cobrando o pagamento de dívidas; queria fornecer dignidade e paz à minha família. Só isso tudo.

Com o tempo as metas mudaram, mas o desejo de melhorar de vida surgiu após a leitura desse pequeno grande livro. Quem nasceu na periferia sabe que não é muito comum alguém acreditar - de verdade - que é possível ficar "rico" durante a vida. Credito ao livro a mudança em minha atitude mental.

Deixo para vocês a primeira lei de ouro.

"O ouro vem de bom grado e numa quantidade crescente para todo homem que separa não menos de um décimo de seus ganhos, a fim de criar um fundo para o seu futuro e o de sua própria família.

Todo homem deve separar religiosamente um décimo de seus ganhos e, ao investi-los sabiamente, criará um considerável fundo que não somente lhe trará um vultoso rendimento futuro, como também protegerá sua família depois que os deuses o chamarem para o mundo da escuridão. A lei afirma igualmente que o ouro vem de bom grado para tal homem. Pude certificar-me disso em minha própria vida. Quanto mais ouro acumulei, mais prontamente ele veio até mim e em quantidades crescentes. As moedas de ouro que economizei ganham ainda mais moedas, como acontecerá com vocês mesmos, e seus lucros continuam aumentando. Esse é o resultado da primeira lei"

É o famoso "pague-se primeiro". A regra de ouro das finanças pessoais.

Talvez alguém passe por aqui e não tenha condições de comprar o livro, tampouco baixá-lo em algum canto na internet.

Então ouça este audiobook e dê a si mesmo a oportunidade de pensar diferente da maioria. Isso pode mudar a sua vida.


Um abraço e até a próxima,