sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Indicação de vídeo - Dica de Hoje - Daniel Nigri - O segredo para crescer o patrimônio no longo prazo

Olá pessoal.

Se brincar tem mais especialista em ações no youtube do que CPF na bolsa brasileira. É importante separar o joio do trigo.

Compartilho um vídeo do Daniel Nigri, do canal Dica de Hoje.

Gosto muito do Daniel pela lucidez e por conseguir simplificar os assuntos mais complexos.

Um abraço e até a próxima.



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Fechamento: taxa de poupança, livros lidos e coronavírus

Olá pessoal.

Estou aqui pensando no investidor que iniciou seus aportes em dezembro de 2019. Se não bastasse a desvalorização de janeiro e fevereiro de 2020, veio o coronavírus e causou algum estrago na rentabilidade de muitas carteiras. E o que será do futuro? Ninguém sabe. Para o investidor de longo prazo a única certeza na vida é a incerteza e imprevisibilidade constantes - e viva o Nassim Taleb. Foque no seu trabalho e naquilo que consegue controlar. E se o coronavírus chegar à porta da minha casa? Adapte-se, sobreviva, foque no seu trabalho e naquilo que consegue controlar.

Investimentos - Neste mês, antes da queda do dia 26/02, já havia aportado em SMAC11 (ETF), ABCP11 (FII) e TGAR11 (FII). 

Leituras - Foi um mês proveitoso para as leituras. Desde que comprei o kindle adquiri o "péssimo" hábito de ler trocentos livros ao mesmo tempo. Neste mês terminei "O Livro Negro do Comunismo". Recomendo a todos que queiram conhecer um pouco dos feitos comunistas em alguns lugares do mundo. É difícil entender muito do que foi feito. Parece roteiro daquele filme "The Purge" em que as pessoas matam por esporte. "Recomendo" a parte que trata do Camboja, com Pol Pot e o Khmer Vermelho - assustador. 

Comecei a ler o livro "Segunda Guerra Mundial" de Martin Gilbert. É igualmente assustador o que os alemães fizeram com judeus e poloneses - menos de 100 anos atrás. Não são leituras leves, mas a vida é dura e quem não conhece a história tende a repeti-la - principalmente a parte ruim dela. Logo no início do livro, Martin Gilbert conta um episódio em que Hitler quase foi vítima de um atentado "terrorista". Ele saiu antes do previsto - 8 minutos - e a bomba explodiu matando alguns de seus apoiadores. Depois desse episódio, Hitler teve mais convicção de que fora chamado pela "Providência" para seu empreendimento ariano e uma missa foi celebrada em Munique pelo "livramento" do Fuhrer - hoje parece absurdo, mas fico me perguntando quantos "bons moços" não estavam naquela catedral celebrando a vida do Fuhrer. Se eu fosse alemão, estaria do lado de Dietrich Bonhoeffer - um pastor luterano que criticaza o nazismo - ou dos que celebraram a missa pela vida de Hitler? Antes de fazer sua escolha, saiba que Dietrich morreu em um campo de concentração. Li, também, Antígona (Sófocles).

Ao ler esses livros que tratam dos feitos do comunismo e do nazismo, fico até meio sem graça quando essas expressões são utilizadas na atualidade, como quem diz que "todo petista é comunista" ou "todo bolsonarista é nazista". Só se for um "comunismo nutella ou nazismo nutella". E torço para que fiquem todos na "nutelice". Não queiramos viver em regimes comunistas ou nazistas. O uso dessas palavras sem reflexão só faz parecer pouca coisa a quantidade de merda que comunistas e nazistas fizeram no mundo.   

Quitação de dívida - Fiz o abatimento de parte de um financiamento imobiliário. Daí a redução na meta para independência financeira. Até o final do ano quito o restante.



Sem o SMAC11 (o sistema ainda não permite cadastro do novo ETF)

    

1) Taxa de poupança: 51,12%

2) Meta atingida para independência financeira (apenas ativos financeiros - FIIs, ações, renda fixa e previdência complementar): 13,47%

3) Livros lidos no último mês: Finalmente terminei de ler "O Livro Negro do Comunismo" (Stéphane Courtois e outros). Li também Antígona (Sófocles). 

4) Livros que estou lendo: uns trocentos, mas estou gostando muito de "Segunda Guerra Mundial" de Martin Gilbert.

Um abraço e até a próxima.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Quite o financiamento imobiliário - um passo atrás para dar dez para frente

A taxa selic está na mínima histórica. Para o devedor de bancos há o que comemorar?

No site trading economics (https://pt.tradingeconomics.com/country-list/interest-rate) há uma tabela com as taxas de juros vigentes em vários países.

Eis o ranking do G20:


Podemos observar que os "campeões" no G20 são os hermanos argentinos com a taxinha de 50% ao ano. São seguidos por Turquia (11,25), México (7,25), África do Sul (6,25), Rússia (6), Índia (5,15), Indonésia (5) e depois vem o Brasil (4,25).

Em contrapartida, temos as menores taxas na Austrália (0,75), Reino Unido (0,75), França (0), Alemanha (0), Itália (0), Holanda (0), Espanha (0) Japão (-0,10) e Suiça (-0,75).

Eu não sou desses que só vê coisas ruins no Brasil e aspectos positivos em outros países. Tento me esforçar para ver o copo meio cheio. Mas dessa vez é impossível resistir. De uma forma bem simplista podemos dizer que essa taxa básica ajuda ou atrapalha os cidadãos na hora de contrair empréstimos e financiamentos, de modo que, em muitos países, há o que se chama de "juros negativos" - corrigido o valor, você paga menos do que tomou de empréstimo. No Brasil, podemos dizer que há "juros extorsivos" - você compra uma casa e paga 3,4. Daí porque o Santander passa meio mal na Espanha e nada de braçada no Brasil.

Pensa na tristeza de ter um financiamento imobiliário no Brasil em comparação com outros países. Aqui você paga 4, 5 casas para levar uma. 

E tente fazer a portabilidade do crédito. Tente fazer a repactuação com a instituição financeira. É mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha do que um banco repactuar um contrato de financiamento.

Eu sou um desses tristes devedores - pelo menos por enquanto - mas em 2020 acabo com isso.

Banco no Brasil é excelente para os sócios; razoável para ruim com os clientes e péssimo para os devedores. Só não vê quem não quer.

A única alternativa, se não houver nenhuma mudança nessa conjuntura, é deixar de ser devedor - quitar os empréstimos -, não depender muito como cliente e tornar-se sócio - o máximo possível.

Esta semana tive um dia muito feliz: quitei parte do financiamento.

Dívida bancária é como uma âncora que reduz sua capacidade de aporte, estraga seu patrimônio e faz de você um escravo.

Até o final do ano quito o resto.

Depois pego a 2ª via da certidão de nascimento e viro gente.

Um abraço e até a próxima.




quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Ranking - empresas que nunca tiveram prejuízo - ETF x stock picking

Olá pessoal.

Como já disse antes, gosto muito dos sites fundamentus (fundamentus.com.br) e oceans 14(oceans14.com.br) para pesquisa de indicadores das ações.

No Oceans14 há um ranking interessante com as empresas com mais de 8 anos - exceto bancos - e que nunca tiveram prejuízo. A Itaúsa figura como primeira no ranking porque possui participação em outras empresas - além do ITAÚ. O ranking é classificado de acordo com o lucro da empresa nos últimos 12 meses.

Não é um critério que deva ser utilizado de forma isolada. Mas é um bom começo para quem não tem conhecimento de mercado financeiro e deseja se aprofundar em algumas empresas. Desse ranking, possuo ITSA3, RADL3, MDIA3, CIEL3 e GRND3. Gosto também de ENBR3, WEGE3, LREN3, ENGIE, FLRY3, ODPV3, SLCE3, CVCB3, EZTC3 e ARZZ3.

Estar ou não no ranking não diz se a empresa é boa ou ruim. Mas, para fazer stock picking (escolher as próprias ações), gosto de iniciar a análise pelo histórico de lucros.

Apesar de gostar desse tipo de análise, pretendo balancear minha carteira de renda variável comprando alguns ETFs (PIBB11, SMAC11 e SPXI11, por ora), em virtude da grande exposição nos FIIs.




Não quero ficar preso no falso dilema ETF x stock picking. Por que não os dois, com pesos diferentes de acordo com seu grau de tolerância? Se observar o gráfico do PIBB11 perceberá que o ETF "andou de lado" entre 2010 e 2016. Você aguentaria sabendo que a taxa selic chegou ao patamar de 14% entre 2015 e 2016?

Aspectos positivos dos ETFs: 1) diversificação automática; 2) menor encheção de saco e preocupação; 3) não bate, mas também não perde do "mercado"; 4) taxa de administração menor do que os fundos de ações; 5) no caso do PIBB11 é assustadoramente baixa - 0,059% ao ano; 6) a maioria esmagadora dos gestores de fundos e "stock pickers" perde para fundos de índices.

Aspectos negativos: 1) no caso do PIBB11, excesso de exposição em alguns setores e empresas (petrobrás, vale, bancos e ambev dominam o ETF); 2) não é isento de IR no caso de venda até R$ 20.000,00 por mês; 3) sensação de que não tem muito controle sobre os investimentos; 4) todos ETFs brasileiros são cumulativos e não distribuem dividendos.

Minha ideia é ter parte da carteira de ações formada por ETFs e outra por stock picking, reavaliando a estratégia de tempo em tempo.

Na dúvida, diversifique.

Um abraço e até a próxima,





quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Entrevista com Rodrigo Medeiros - analista de fundos imobiliários

Olá pessoal.

É importante o investidor separar o joio do trigo quando deseja obter assessoria nos investimentos.

O ideal é que cada pessoa estude por conta própria e esteja em condições de fazer as próprias escolhas. Mas nem sempre é possível. Daí muitos recorrerem a fundos de ações, especialmente das gestoras especializadas - e não dos bancões.

Eu aprendi muito ouvindo entrevistas do Baroni - Suno Research - e do Rodrigo Medeiros - Clube FII.

Compartilho uma entrevista recente do Rodrigo Medeiros sobre as perspectivas do mercado de fundos imobiliários em 2020.

Um abraço e até a próxima,






terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Aspectos negativos de acompanhar a rentabilidade da carteira

Olá pessoal.

Iniciei os investimentos em renda variável no começo de 2018. Desde então, houve greve de caminhoneiros, eleições, coronavírus, explosão do número de investidores em FIIs e uma série de outros eventos relevantes de que não me recordo.

A seguir deixo uma tabela com a rentabilidade histórica - mês a mês - dos meus ativos de renda variável:



Até agora foram 27 meses com apuração de rentabilidade: 10 meses com rentabilidade negativa; 17 meses com aumento de patrimônio.

Uma das sortes que tive foi não ter acompanhado a rentabilidade da minha carteira no primeiro ano dos investimentos. Esses dados foram obtidos recentemente quando fiz lançamentos retroativos em um sistema online que informa a rentabilidade das ações e FIIs.

Por que digo sorte? 

Maio e Junho de 2018 - para quem não se recorda - foram meses com grave turbulência econômica e política, por conta da greve dos caminhoneiros. Muitos ativos caíram e não se sabia sobre o futuro da economia no Brasil - até hoje não sabemos e nunca teremos essa informação.

Eu não estava alheio a tudo isso, mas procurei manter os aportes e não me importar muito com rentabilidade e prognósticos do futuro. Eu imaginava que as cotações dos meus ativos estavam caindo, mas não tinha ideia do quanto.

Encontrei uma tabela - acredito que do Nassim Taleb - que diz o seguinte:



Em resumo: quanto menos você verificar as cotações, mais terá a impressão de que os ativos estão rendendo positivamente. Se olhar todo dia, terá cada vez mais a impressão de que a bolsa está em queda.

No começo dos aportes em renda variável fui salvo pela minha ignorância. Ao não saber da rentabilidade, mantive os aportes e não me importei com o sobe e desce diário, semanal e mensal da bolsa.

Se estiver no começo, terá uma tendência de acompanhar os resultados diários, através das excelentes ferramentas e aplicativos disponíveis atualmente.

É o excesso de informação que, no final do dia, poderá trazer mais dor de cabeça do que prazer ao investidor.

Tenha um plano e não se importe muito com rentabilidade - ao menos não com essa diária, semanal ou mensal.

Um abraço e até a proxima,